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domingo, 21 de agosto de 2011

A História do Automóvel




"O primeiro meio de transporte a fazer uso de um motor a gasolina para se locomover foi um automóvel que continha somente três rodas e foi criado no ano de 1885 por um alemão de nome Karl Benz.
Com o passar do tempo foram sendo idealizados outros exemplares, muitos deles com o que era chamado na época de “motor de dois tempos”, idealizado em 1884 por Gottlieb Daimbler.
A partir de então teve início a corrida pela produção e venda de automóveis, iniciada por uma empresa francesa conhecida pelo nome de Panhard et Levassor. No ano de 1892, o conhecido Henry Ford fabricou seu primeiro carro, o Ford, na América do Norte.
Os ingleses entraram na concorrência um pouco mais tarde, se comparado aos outros países europeus, devido a uma lei vigente na época, conhecida como “bandeira vermelha” – o automóvel não poderia ultrapassar os 10 km por hora e deveria levar na frente uma pessoa segurando uma bandeira vermelha para sinalizar aos pedestres que o automóvel estava passando, a pelo menos 60 metros de distância, a noite costumava-se utilizar uma lanterna.
O primeiro carro inglês a ser produzido foi o Lanchester (vide foto), seguido pelo Subean, Swift, Humber, Riley, Singer, Lagonda, entre outos.
Em 1904 foi fabricado o primeiro Rolls Royce contendo um aparelho composto por vários canos em forma de arco e ventilador, destinado a impedir que a água em circulação alcance temperatura prejudicial, o qual é conhecido até hoje como radiador e que não sofreria nenhuma mudança.
Os países europeus continuaram a diversificar sua frota, na França surgiu o De Dion Bouton, Berliet, Rapid, na Itália veio o Fiat e o Alfa Romeo, na Alemanha surgiu o Mercedes-Benz; A Suíça e a Espanha para diversificar resolveram criar uma série mais possante e esplendorosa: o Hispano-Suiza.
Quando a Primeira Guerra Mundial chegou ao fim os fabricantes decidiram investir em uma frota mais econômica, os carros seriam mais condensados e produzidos em seqüência.
Nos Estados Unidos da América, Henry Ford, e Willian Morris, na Inglaterra fabricaram exemplares como o Ford, o Morris e o Austin, os quais fizeram um grande sucesso, a procura foi bem maior do que o esperado, o que levou outras fábricas a iniciarem imediatamente a produção de automóveis com a mesma configuração.
No Brasil e em vários outros países pertencentes à América Latina o progresso automotivo só veio após o término da Segunda Guerra Mundial.
Foi na década de 30 que algumas fábricas estrangeiras começaram a investir no Brasil; as duas primeiras a por em funcionamento suas linhas de montagem foram a Ford e a General Motors.
Porém o boom mesmo veio no ano de 1956, quando Juscelino Kubitscheck tornou-se Presidente da República Brasileira; As multinacionais iniciaram então a produção dos automotores. Inicialmente produziram caminhões, camionetas, jipes e furgões para então chegarem aos autos utilizados para passeio.
Após a produção dos automóveis para passeio e das camionetas teve início a produção dos Volkswagem, DKW-Vemag, Willys-Overland, Simca, Galaxie, Corcel (então pertencente a Ford), Opala (da frota da Chevrolet), Esplanada, Regente e Dart (marca da Chrysler).
Apesar de todos estes automóveis serem armados no Brasil, suas plantas eram idealizadas nas sedes européias e norte-americanas, sendo que grande parta de peças e equipamentos necessários eram importados.
Todos estes veículos, embora montados no Brasil, eram projetados nas matrizes européias e norte-americanas, utilizando a maioria de peças e equipamentos importados.
Completamente distinto do que era antigamente, o automóvel contemporâneo têm particularidades das quais nós só podemos desfrutar hoje, como conforto e agilidade, sem dizer que hoje a maioria deles são muito mais silenciosos e seguros.
No decorrer dos anos os automóveis vêm se transformando, passando a ser objeto de desejo de milhares de pessoas, sem dizer que o processo que envolve a produção proporciona emprego a milhares de pessoas no mundo inteiro agitando bilhões de dólares e trazendo amplos lucros para as grandes empresas fabricantes."


Fonte: infoescola.com

Poxa NET!

O servidor hoje da NET caiu, novamente, e não pude postar algo antes do meio dia, como o planejado, então vou me organizar aqui e tentar postar o especial de domingo...¬¬'...

sábado, 20 de agosto de 2011

Post especial!

Obs.: Isso era para ter sido postado ontem, dia 19, mas por causa da festa fiquei enrolado...

Olá leitores, hoje estou postando de um lugar diferente, meu notebook novo! Mas isso não é sobre ele, é um post que abrange o mundo dos notebooks! A esqueci, é meu aniversário, ; D.

Comprar um notebook não é simplesmente ir numa loja e comprar o mais bonitinho e sair feliz, notebooks são caros e frágeis, normalmente. Então você deve ter uma grande quantidade de paciência, muitos parecem bons e tal, mas não, não são. Normalmente, as pessoas veem pelo HD, isso é uma tática comercial para que comprem só porque tem um HD de 600Gb (Giga Bytes). Vejam pelo processador e a memória RAM. Vou colocar uma lista de processadores bons aqui em baixo.


Intel Core i7 (Clarksfield)

O processador móvel Core I& tem o codinome Clarksfield e vem dos CPUs Desktop Core i5/i7 mas possui um clock rate mais lento (e em troca um máximo Turbo mais alto). Os Core i7 são CPUs Quad Core monolíticos com um controle de memória integrado (DDR3) e um cachê nível 3 combinado. Os ALUs não mudaram muito desde o projeto Core 2 (novos commandos SSE) mas por causa de seu design monolítico a performance por MHz é um pouco melhor do que do Core 2 Quad. Por causa da função turbo (o CPU pode ter um clock maior do que os de único core, quando não está no limite em termos de função e consumo de energia) o Core i7 pode ter um clock rate tão rápido quanto os CPUs Core 2 Duo Dual Core (por exemplo, em jogos de um único traço) e também tem a vantagem dos 4 cores. Mais informações sobre o CPU dedicado Core i7 (Clarksfield) estarão disponíveis em breve em nossa página. Fiquem ligados.
Intel Core 2 Duo (Merom)
Este é o sucessor do Core Duo e o Core Solo com um pipeline mais longo e com 5-20%  a mais de velocidade sem maior consumo de energia. Adicionalmente ao design do Core Duo existe um quarto decodificador, uma unidade SSE ampliada e uma unidade lógica aritmética (ALU) adicional.
Suas características são: 2 núcleos (cores), uma amplificação de comando de 64-bit EM64T  e cachê de 2 ou 4 MB L2 e 291 milhões de transistores, que são acabadas em 65 nm. Além disso, todos os tipos suportam técnicas "Execute Disable Bit", SSSE3 (SSE4), Enhanced Speedstep,  LaGrande e a maioria das técnicas de virtualização (VT) Vanderpool.
Os Core 2 Duo para notebooks são idênticos aos processadores Core 2 Duo para desktops, mas os processadores para notebooks trabalham com tensões mais baixas (0.95 a 1188 Volts) e um Frontside bus clock mais baixo (1066 contra 667 MHz). O desempenho de notebooks igualmente clocked é 20-25% mais baixo que PCs Desktop  por causa do Frontside bus clock mais baixo e os discos rígidos mais lentos.
A necessidade de energia dos processadores é marcada por letras diante do tipo de designação (número).
E ... 55-75 Watt
T ... 25-55 Watt (versão padrão em notebooks)
L ... 15-25 Watt (baixa voltagem)
U ... <15 Watt (ultra baixa voltagem)
A seqüência de 4 dígitos indica o tipo de serie (primeiro digito) e desempenho (outros dígitos). Os processadores móveis Core 2 devem ter 5XXX e 7XXX (no momento T2XXX para Core Duo e T1XXX para Core Solo).
O Core 2 Duo foi apresentado em 31 de julho de 2006 com as seguintes versões (versões com FSB 800 e Dat – tecnologia de aceleração dinâmica em 05.09.07):
U7500, 1.06 GHz, 2 MB L2 Cache, 533 MHz FSB, VT - 10 Watts
U7600, 1.20 GHz, 2 MB L2 Cache, 533 MHz FSB, VT - 10 Watts
L7200, 1.33 GHz, 4 MB L2 Cache, 667 MHZ FSB, VT - 17 Watts
L7300, 1.40 GHz, 4 MB L2 Cache, 800 MHZ FSB, VT, DAT
L7400, 1.50 GHz, 4 MB L2 Cache, 667 MHZ FSB, VT - 17 Watts
L7500, 1.50 GHz, 4 MB L2 Cache, 800 MHZ FSB, VT, DAT
T5200, 1.66 GHz, 2 MB L2 Cache, 533 MHZ FSB
T5300, 1.73 GHz, 2 MB L2 Cache, 533 MHZ FSB
T5500, 1.66 GHz, 2 MB L2 Cache, 667 MHZ FSB - 34 Watts
T5600, 1.83 GHz, 2 MB L2 Cache, 667 MHZ FSB, VT - 34 Watts
T7100, 1.80 GHz, 2 MB L2 Cache, 800 MHZ FSB, VT, DAT
T7200, 2.00 GHz, 4 MB L2 Cache, 667 MHZ FSB, VT - 34 Watts
T7300, 2.00 GHz, 4 MB L2 Cache, 800 MHZ FSB, VT, DAT
T7400, 2.16 GHz, 4 MB L2 Cache, 667 MHZ FSB, VT - 34 Watts
T7500, 2.20 GHZ, 4 MB L2 Cache, 800 MHz FSB, VT, DAT
T7600, 2.33 GHz, 4 MB L2 Cache, 667 MHZ FSB, VT - 34 Watts
T7600G - as T7600 but with free selectable multiplier (for overclocking)
T7700, 2.40 GHz, 4 MB L2 Cache, 800 MHz FSB, VT, DAT

Intel Core 2 Extreme (Merom, Penryn)

A variante do Core 2 Duo mais rápida da Intel é chamada Core 2 Extreme. Tecnicamente, esses processadores são baseados em um core Merom/Penryn (X9000) assim como todos os outros processadores Core 2 Duo. Duas diferenças em relação aos CPUs Core 2 Duo normais são a TDP mais alta (de 44W) e que o multiplicador não é fixo (para um aumento de clock rate mais fácil).Todos os modelos e maiores informações podem ser encontrados na página do modelo Core 2 Extreme. All models and more in depth information can be found on the Core 2 Extreme model page. 

Intel Core 2 Solo (Merom)

Este é o sucessor do Core Solo e tecnicamente um Core 2 Duo com um só núcleo (core). Estará disponível para notebooks começando no 3ro trimestre de 2007 e só como Ultra Low Voltage (ULV). Pelo tanto a tensão do núcleo é muito baixa (=econômica). 2 versões estão planejadas no momento:
  • U2100, 1.2 GHz, 1MB L2 Cache, 533 MHz FSB, 5 W max. TDP
  • U2200, 1.06 GHz, 1MB L2 Cache, 533 FSB, 5 W max. TDP

Intel Pentium Dual-Core

A série Intel Pentium Dual Core é colocada além da linha Core 2 Duo e consiste em CPUs Dual Core com um clock rate mais lento e um cache nível 2 (1MB), menos do que os CPUs Core 2 Duo. Assim, a performance é pior do que a de Core 2 Duo com clock rate similar e está no mesmo nível da linha Turion X2 da AMD (talvez até um pouco melhor). Para mais informações, por favor, olhem nossa página de CPUs Pentium Dual Core com benchmarks e informações técnicas.
Intel Core Duo (Yonah)
Sucessor de Pentium M
O processador Double Core com uma boa relação de desempenho e consumo de energia. Os 2 MB do L2 Cache são usadas juntos ao dobro. A capacidade máxima de 31 watts é apenas mais 4 watts do que com o Pentium M (antecessor). Ambos os núcleos (cores) diminuem a velocidade a 1 GHZ automaticamente e independentemente um do outro. Adicionalmente ele agora suporta também instruções SSE3.
Depois da primeira comparação de desempenho (benchmark) o Core Duo completa todos os testes ao menos tão rápido quanto um equivalente Pentium M. Com aplicações que foram feitas para multi-processadores, o desempenho pode ser cerca do dobro do que com  o Pentium M (exemplo: CineBench ao redor de 86% mais veloz)
Modelos (velocidade, TDP):
T2700 (2.33 GHz, 31 W, FSB 667 MHz)
T2600 (2.16 GHz, 31 W, FSB 667 MHz)
T2500 (2.00 GHz, 31 W, FSB 667 MHz)
T2450 (2.00 GHz, FSB 533 MHz)
T2400 (1.83 GHz, 31 W, FSB, 667 MHz)
T2350 (1.86 GHz, FSB 533 MHz)
T2300 (1.66 GHz, 31 W, 667 MHz)
T2250 (1.73 GHz, FSB 533, MHz)
T2050 (1.60 GHz, FSB 533 MHz)
T2050E (1.60 GHz, FSB 533 MHz): version de economizar energia com 1.3 em vez de 1.4 Volt uso de energia
L2500 LV, 1.83 GHz, FSB 667 MHz
L2400 LV, 1.66 GHz, 15 W, FSB 667 MHz
L2300 LV, 1.50 GHz, 15 W, FSB 667 MHz
U2500 ULV, 1.20 GHz, 9.5 W, FSB 533 MHz
U2400 ULV, 1.06 GHz, 9.5 W, FSB 533 MHz
Pentium Dual Core T2060: 1.6 GHz, FSB 533 MHz, 1 MB L2 Cache (o retorno do nome Pentium a pesar do Yonah core)
Pentium Dual Core T2080: 1.73 GHz, FSB 533 MHz, 1 MB L2 Cache
Intel Core Solo
Versão de um só núcleo (core) do Core Duo e sucessor do Intel Pentium M; Por causa da redução de 65nm no largo da estrutura também menor consumo de energia que o Pentium M (maximo 27 Watts); o desempenho é comparável  com o equivalente clocked Pentium M (de algum modo mais rápido por causa de algumas melhorias).
Modelos:
T1200 mit 1.50 GHz, FSB 667 MHz, 2MB L2 Cache
T1300 with 1,66 GHz 2MB L2 Cache
T1350 with 1.86 GHz, FSB 533 MHz, 2MB L2 Cache (sobre o mesmo nível como o Pentium M 750)
T1400 mit 1.83 GHz, FSB 667 MHz, 2MB L2 Cache
Modelos ultra baixa voltagem (maximo 5.5 Watt):
U1300 mit 1.06 GHz, FSB 667 MHz, 2MB L2 Cache
U1400 mit 1.20 GHz, FSB 667 MHz, 2MB L2 Cache
U1500 mit 1.33 GHz, FSB 667 MHz, 2MB L2 Cache

Pentium M
Pentium M
900 - 2260 MHz, 1-2 MB level 2 Cache, processo de produção de 90nm e 130nm, 400 e 533 MHz front Side bus (FSB);
Com Intel chip set (855 ou 915) e Intel WLAN também disponível com o nome Centrino (nome para o pacote).
Na comparação, muito rápido por megahertz  e bem modesta com fraqueza em pontos de operação flutuantes.
Esta também disponível como uma versão  de baixa tensão com um consumo de energia muito baixo.

Intel Celeron Dual-Core

Intel Celeron Dual-Core Logo

 A família Intel Celeron Dual-Core consiste em CPUs dual core para notebooks baratos. Comparado como o Celeron M da família de único core a maior vantagem é (além do segundo core) a função de aperfeiçoamento e celeridade (Enhanced Speedstep function), que permite ao notebook diminuir o clock rate do Cpu em modo inativo. Os produtos Celeron ainda podem oferecer todos os P-States e podem precisar de mais poder do que os Core 2 Duo. Comparado com processadores Core (2) Duo ou Pentium Dual Core o Celeron Dual-Core possui menos L2 cache o que resulta em uma performance pior por clock. Todos os modelos atuais suportam a função Execution Disable Bit e estão prontos para o sistema operacional de 64 Bits. Os modelos 45nm devem precisar de menos corrente comparados com os processadores de 65nm.

Models (excerpt):T1400, 65nm, 1660 MHz, 512 KB L2 Cache, FSB 533 T1500, 65nm, 1866 MHz, 512 KB L2 Cache, FSB 533T1600, 65nm, 1660 MHz, 1024 KB L2 Cache, FSB 667T1700, 65nm, 1830 MHz, 1024 KB L2 Cache, FSB 667

Celeron M
Celeron M
800 - 1500 MHz, 512KB - 1 MB level 2 Cache. Este é um Pentium M com Cache de nível 2 dividido e limitado em FSB 400. A característica deste processador é a velocidade, a qual é dificilmente menor que uma que um Pentium M equivalente. De qualquer forma pode mudar de velocidade, não dinamicamente como o Pentium M e pelo tanto precisa, sem carregar, mais energia.
Está também disponível como uma Versão de Voltagem Baixa com um consumo de energia muito baixo.
A série 4xx está baseada no Core Solo e tem um Front Side Bus (FSB) de 533 MHz, mas só 1 em lugar de 2 MB de L2 Cache. Parece que traz o desempenho suficiente para aplicações Office (como a serie 3xx).
A series 5xx está baseada no Core 2 Solo (arquitetura Merom) e é levemente mais rápido que um Celeron M 4xx igualmente veloz. O Celeron não suporta nenhuma técnica de virtualização e não tem certificados ViiV e vPRO(ao contrario do Core 2 Solo).
410: 1.46 GHz, FSB 533, 1MB L2 Cache
420: 1.60 GHz, FSB 533, 1MB L2 Cache
423: 1.06 GHz, FSB 533, 1MB L2 Cache, Ultra Low Voltage = economia de energia
520: 1.60 GHz, FSB 533, 1 MB L2 Cache, 64 Bit
530: 1.73 GHz, FSB 533, 1 MB L2 Cache, 64 Bit
523: 0.933 GHz, FSB 533, 1MB L2 Cache, 5 Watt max TDP, Ultra Low Voltage = economia de energia (começando no 3ro trimestre do 2007)
Pentium 4M
2,4 - 3.46 Ghz (no passado começando em 1,4 Ghz) com FSB de 533 (no passado, 400) e 512KB até 1 MB level 2 Cache. Isto é produzido num processo de produção de 90 - 130 nm e é relativamente lento, mas usa muita energia e esquenta consideravelmente por megahertz (comparado com processadores móveis como Pentium M). Tecnicamente é um Pentium 4 com algumas técnicas para economizar energia (exemplo: speedstep) e menor consumo de energia.
Existiram variantes do Mobile Intel Pentium 4 para notebooks que substituem desktops ( DTR - desktop replacement laptops). Suporta "Enhanced Speed Step" e outras funções para redução do consumo de energia, mas precisa, claramente, de mais energia que os modelos Pentium 4-M. Foi introduzido com conexão FSB533 e freqüências de clock entre 2.4 e 3.06 GHz.
Pentium 4M
Tecnicamente é um Pentium 4 M mas sem passos de velocidade e menos level 2 Cache. Em contraste com o Celeron M, é muito lento, já que o longo pipeline da arquitetura precisa um longo level 2 Cache. Lento, quente e muito faminto de energia por megahertz.
Turion64
AMD Turion64 X2
Processador 64 bit dual core (2 núcleos), nome código code Taylor (2 x 256 KB L2) e Trinidad (2 x 512 KB L2), suporte DDR2-667, técnica de virtualização Pacifica (AMD-v), 31-35 W TDP, socket S1, fabricação 90 nm, L2 Caches separados, 333 MHz DDR integrados, 800 MHz Hypertransport
O AMD Turion 64 X2 está feito para ser posicionado contra o Intel Core Duo, foi apresentado em 17 de maio de 2006. O consumo de energia não é maior que com os notebooks Centrino-Duo (TL-45 com ATI Xpress e Mobility Radeon X300). Isto significa que aproximadamente o mesmo tempo de bateria e funcionamento do ventilador pode ser esperado (com este chipset). De qualquer jeito o desempenho foi 20% mais baixo que o T2300 (1.66 GHz) devido ao L2 Cache menor (Core Duo tem 2048 Kbyte L2 cache compartilhado). Porém, o desempenho é suficiente.
Em março de 2007 um Turion 64 com estrutura reduzida foi anunciado (como resposta ao Core 2 Duo Santa Rosa da Intel), o qual tem até 2.3 GHz.
TL-50 1.6 GHz 2 x 256 KB L2 Cache, 31 Watt TDP
TL-52 1.6 GHz 2 x 512 KB L2 Cache, 31 Watt TDP
TL-56 1.8 GHz 2 x 512 KB L2 Cache, 33 Watt TDP, 65nm (31 Watt after May 07)
TL-58 1.9 GHz 2 x 512KB L2 Cache, 31 Watt TDP, 65nm
TL-60 2.0 GHz 2 x 512 KB L2 Cache, 35 Watt TDP, 65nm
TL-64 2.2 GHz 2 x 512KB L2 Cache, 35 Watt TDP, 65nm
TL-66 2.3 GHz 2 x 512KB L2 Cache, 35 Watt TDP, 65nm
Turion64
Este é um derivado do Athlon 64 com SSE3 com proteção de armazenagem nx, suporte de 32 e 64 bit, controlador de memória integrado para memória PC3200, modalidade para baixa capacidade, HT800 e 2 variantes ML com 35 Watt e MB com consumo de 25 Watt.
velocidades:
MT-30 / ML-30 (1.6 GHz, 1 MB L2)
MT-32 / ML-32 (1.8 GHz, 512 KB L2)
MT-34 / ML-34 (1.8 GHz, 1 MB L2)
MK-36 (2.0 GHz, 512 KB L2, 31 Watt TDP)
MT-37 / ML-37 (2.0 GHz, 1 MB L2)
MT-40 / ML-40 (2.2 GHz, 1 MB L2)
ML-42 (2.4 GHz, 512 KB L2)
ML-44 (2.4 GHz, 1 MB L2)
Respeito o consumo, o MT deve ser muito similar que um Pentium M. A velocidade é moderada e aproximadamente tão rápido quanto a do Pentium M, com velocidade clock equivalente.
Athlon 64
2700+ (1,6 Ghz) - 4000+ (2,6 Ghz). A taxa é comparável com as taxas de clock do Pentium 4 M. É um processador de 32 e 64 bit relativamente rápido por megahertz e usa moderadamente mais energia (e produz calor). As melhores versões são versões de substituições de desktop (DTR - Desktop replacement) para grandes notebooks.
AMD Mobile Sempron
2800+ a 3000+ mobile Athlon 64 com level 2 Cache reduzido; as taxas não são comparáveis como as taxas do Athlon 64. Um 3000+ Athlon 64 é mais veloz que um 3000+ Sempron. Não há suporte para 64 bit.
Especialmente: Sempron 2100+, socket S1, 9 Watt TDP, 1 GHz
Athlon XP-M
Versão móvel do Athlon XP com respeito a taxas comparáveis com freqüências clock do Pentium 4; Algo mais lento que um Athlon 64 com mesmas taxas e sem suporte a 64 bit.
Transmeta Crusoe
Não tão rápido quanto os comparáveis processadores da Intel e AMD, porém muito econômico no consumo de energia.
Transmeta Efficeon
Sucessor do processador Crusoe; não tão rápido quanto os comparáveis processadores da Intel e AMD, porém muito econômico no consumo de energia.
Processadores que economizam energia, porém não tão rápido quanto o processador equivalente Pentium/AMD.
Dá para ter uma ideia dos melhores ai em cima, mas são um tanto difíceis de serem achados, é mais fácil ir a uma especializada e pedir para montar um notebook para você.

Memória RAM:
Chip de memória ROM
Fonte da imagem: Novo PC
A memória é essencial para o ser humano. Quem já assistiu à comédia “Como se Fosse a Primeira vez” pôde sentir um pouquinho do drama que seria ter as lembranças apagadas periodicamente. No filme, o médico veterinário Henry precisa reconquistar Lucy todos os dias de sua vida. Pode parecer romântico, mas o motivo é mais grave, já que Lucy perdeu a capacidade de memorizar informações novas depois de ter sofrido um acidente.
Para o computador, a capacidade de memorizar informações também é essencial e, por isso, as máquinas costumam ter diversos dispositivos de armazenamento de dados. Um deles é o disco rígido, também chamado de HD. Nele são guardados os arquivos de fotos, de músicas e de softwares, que estão sempre à disposição do usuário.
Outra forma de armazenar dados no computador é por meio da Random-Access Memory (RAM). Sem ela, o computador nem chega a completar o processo de boot, por exemplo.
Placas de memória RAM
Fonte da imagem: Techfuels
Usamos a memória RAM para guardar dados temporariamente, como os programas que estão em execução na máquina. Mas por causa da volatilidade da RAM, não podemos usá-la para armazenar arquivos importantes, que gostaríamos de acessar frequentemente, já que o conteúdo da memória é esvaziado cada vez que o computador é desligado.
Portanto, se usássemos a RAM no lugar do HD, teríamos uma tarefa extra, similar à do protagonista de “Como se fosse a primeira vez”: reinserir, periodicamente, os mesmo dados que foram perdidos.
Mas existem dados que são importantes demais para o funcionamento da máquina e, portanto, não poderiam ficar no disco rígido, pois poderiam ser apagados por engano. E não poderiam ficar na RAM, pois seriam dizimados a cada reinicialização do computador.
Para casos como esses, existe a Read-Only Memory (ROM), que em português quer dizer “Memória de Apenas Leitura”.

O que é a ROM?

Aqueles que nunca ouviram falar da ROM certamente conhece um primo próximo desse tipo de memória, o CD-ROM, uma mídia ótica que permite apenas a leitura de dados. Ou seja, você não pode gravar arquivos em um CD-ROM, apenas executar ou visualizar o que já estiver nele.
Basicamente, essa é a função da memória ROM: oferecer dados apenas para leitura. Normalmente, a ROM é utilizada para armazenar firmwares, pequenos softwares que funcionam apenas no hardware para o qual foram desenvolvidos e que controlam as funções mais básicas do dispositivo.
Na ROM de uma calculadora, por exemplo, podemos encontrar as rotinas matemáticas que o estudante pode realizar ao usá-la. Já no caso de celulares, normalmente as ROMS carregam o sistema operacional e os softwares básicos do aparelho.

Tipos de ROM

Mask-ROM

Mask-ROM

As primeiras ROMs a serem desenvolvidas são as chamadas Mask-ROM, e são nada mais do que circuitos integrados que guardam o software ou os dados gravados durante a sua criação. Podemos compará-las com os CD-ROMs: o usuário acessa aquilo que comprou e não pode gravar outros dados na mídia ou chip.

PROM

Com o passar do tempo, foram necessárias memórias similares, mas que possibilitassem a inserção posterior de dados. A primeira dessa nova leva foi a Programmable Read-Only Memory (PROM), que permite que o conteúdo seja modificado por meio de um dispositivo conhecido como programador PROM.
Chip PROM
Fonte da imagem: Wikipedia
Porém, como o programador PROM altera fisicamente as ligações internas do chip, essa inserção pode acontecer apenas uma vez. Esse tipo de ROM pode ser encontrado em consoles de video games e em aparelhos de celulares. Além disso, podemos comparar a PROM com o CD gravável (CD-R), que também suporta apenas uma gravação.

EPROM

Outro tipo muito usado é o Erasable Programmable Read-Only Memory (EPROM). A grande inovação da EPROM é permitir a regravação de dados. O conteúdo do chip pode ser apagado expondo-o à luz ultravioleta por cerca de 10 minutos. Já o processo de reescrita dos dados requer uma voltagem cada vez maior e, com isso, a número de reprogramações acaba sendo limitado.
Chip EPROM
Fonte da imagem: Wikipedia

EEPROM

Um tipo mais recente é a Electrically Erasable Programmable Read-Only Memory (EEPROM) que, como o próprio nome indica, permite que os dados sejam apagados e gravados com o uso de eletricidade. Assim, é possível atualizar o firmware de uma câmera ou de um MP3 Player de maneira muito mais prática, sem precisar remover o chip ROM de dentro do aparelho.
Os modelos mais comuns de EEPROM são a EAROM, que permite a alteração de um bit por vez do seu conteúdo, e a Flash Memory, que pode ter seu conteúdo alterado de forma muito mais rápida, além de durar muito mais, possibilitando mais de 1 milhão de ciclos de reprogramação.
Continuando a ideia de relacionar os tipos de ROM com as mídias óticas, podemos comparar tanto a EPROM quanto a EEPROM com os CDs regraváveis (CD-RW).


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/9346-o-que-e-memoria-rom-.htm#ixzz1Vc51jOz2


Normalmente os notebooks tem no máximo, 4Gb de RAM, e isso é muito comparado ao meu computador antigo que tem 512Mb!

Marca:
Uma coisa que não é tão essencial é a marca, pois existem tantas boas, sempre gostei da Toshiba ( Agora STI).
Muitos tem como sonho de consumo a Sony Vaio, mas sempre são caros e tem umas configurações um tanto estranhas. Existem grandes marcas também como a Dell e HP, que nos sites você compra o seu exemplar.


Para o que irá usar?
Antes de ir a loja ou site comprar deve pensar para o que irá utilizar seu notebook, trabalho, escola (faculdade), lazer e viagens. Pois é nisso que você irá se basear, se ele vai ser um netbook (para viagem, e faculdade), ou um notebook para trabalho. Para lazer é por sua conta, pois não sei se vai ser para jogos ou só navegar na internet.


Preço:
O melhor notebook está entre R$1300,00 e R$2400,00, pois preços mais elevados não são tão acessíveis e um notebook de R$1600,00 é comparável à um de R$2700,00.


 Aqui tem um guia parecido e um tanto interessante para você que está na "Busca do notebook perfeito!":
http://pt.kioskea.net/faq/1542-como-escolher-seu-notebook 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

História do foguete




O primeiro combustível sólido para os foguetes era uma espécie de pólvora, e a referência registada mais antiga sobre a pólvora vem da China do final do terceiro século antes de Cristo. Tubos de bambu cheios com salitre, enxofre e carvão eram atirados em fogos cerimoniais durante festivais religiosos, na esperança que o barulho da explosão afugentasse os espíritos malignos.
É provável que mais do que alguns destes tubos de bambu estivessem mal selados e, em vez de rebentarem com uma explosão, simplesmente saltassem do fogo, disparados pela pólvora que ardia rapidamente. Alguns observadores mais espertos, cujos nomes ficaram perdidos na história, terão iniciado experiências para produzirem deliberadamente o mesmo resultado que tinham observado nos tubos de bambu que derramavam fogo.
Certamente por volta do ano 1045 d.C. -- 21 anos antes de Guilherme o Conquistador ter chegado às praias de Inglaterra -- o uso de pólvora e de foguetes formaram um aspecto integral das tácticas militares chinesas.
Chegamos a um ponto confuso se tentarmos traçar a história dos foguetes antes de 1045. Os documentos chineses registam o uso de "setas de fogo", um termo que tanto pode designar foguetes como uma seta com uma substância inflamável.
No início do séc. XIII, a dinastia Sung chinesa, debaixo da pressão das crescentes hostes mongóis, viu-se forçada a depender cada vez mais da tecnologia para conter a ameaça. Os especialistas da artilharia chinesa introduziram e aperfeiçoaram muitos tipos de projécteis, incluindo granadas explosivas e canhões.
As setas com foguetes foram decerto usadas para repelir os invasores mongóis na batalha de Kai-fung-fu em 1232 d.C.
Os foguetes eram enormes e aparentemente bastante potentes. De acordo com um relatório: "Quando um foguete era disparado, fazia um barulho semelhante a um trovão que podia ser ouvido a cinco léguas -- cerca de 15 milhas (24 km). Quando caía na Terra, o ponto de impacto era devastado até uma extensão de 2,000 pés (600 metros) em todas as direcções." Aparentemente estes grandes foguetes militares levavam material incendiário e metralha de ferro. Estes foguetes podem ter incluído a primeira câmara de combustão, porque algumas fontes descreviam o dispositivo como incorporando um "pote de ferro" para conter e dirigir o impulso do propulsor de pólvora.
Os foguetes parecem ter chegado à Europa por volta de 1241 d.C. Escritos contemporâneos descrevem armas semelhantes a foguetes como sendo usadas pelos mongóis contra as forças húngaras na batalha de Sejo, que precedeu a captura de Buda (agora conhecida por Budapeste) em 25 de Dezembro de 1241.
Os mesmos escritos também descrevem o uso pelos mongóis de uma cortina de fumo nocivo -- possivelmente a primeira versão de armas químicas.
Os foguetes aparecem na literatura árabe em 1258 d.C., descrevendo o uso deles pelos invasores mongóis em 15 de Fevereiro para capturar a cidade de Bagdad.
Rápidos a aprender, os árabes adoptaram os foguetes nas suas próprias armas e, durante a Sétima Cruzada, usaram-nos contra a Armada Francesa do rei Luis IX em 1268.
É certo que, antes do ano 1300, os foguetes encontraram o seu caminho nos arsenais europeus, e atingiram a Itália por volta do ano 1500, a Alemanha pouco depois e, mais tarde, a Inglaterra. Um estudo de 1647 da "Arte das Armas de Fogo" ("Art of Gunnery") publicado em Londres, contém um segmento de 43 páginas sobre os foguetes. A propósito, os italianos têm o crédito de adoptarem foguetes militares para uso em fogo-de-artifício -- completando o ciclo, por assim dizer, dos bambus explosivos usados nos festivais chineses 1700 anos antes.
A Armada Francesa tradicionalmente esteve entre as maiores armadas da Europa, se não A MAIOR, e foi rápida a adoptar os foguetes em operações militares. Registos de 1429 mostram os foguetes em uso no cerco de Orleans durante a Guerra dos Cem Anos contra a Inglaterra.
Os foguetes militares holandeses apareceram em 1650 e as primeiras experiências militares alemãs iniciaram em 1668. Por volta de 1730, um coronel da artilharia de campo alemão, Christoph Fredrich von Geissler, fabricava foguetes que pesavam entre 25 e 54 quilogramas (55 a 120 libras).
No final do século XVIII, os especialistas militares europeus começaram a ter um verdadeiro interesse nos foguetes -- porque eles, tal como tinha acontecido com os húngaros 500 anos antes, se viram no ponto atingido pelas armas de foguetes.
Os franceses e os ingleses, durante o séc. XVIII, iniciaram uma luta pelo controlo das riquezas da Índia. Além de terem que lutar uns contra os outros, também se viram muitas vezes envolvidos contra as forças Mogol do Sultão Tippoo de Mysore. Durante as duas batalhas de Seringapatam em 1792 e 1799, os foguetes foram usados contra os ingleses. Um dos foguetes do Sultão Tippoo está agora em exposição no Royal Ordnance Museum no Arsenal Woolwich, perto de Londres.
O pai do Sultão Tippoo, Hyder Ally, incorporou um contingente de 1,200 homens de lançadores de foguetes na sua armada em 1788. O Sultão Tippoo aumentou esta força para cerca de 5,000 homens, cerca de um sétimo das forças totais da sua armada.
Aproveitando da sua experiência na índia, os ingleses, comandados por Sir William Congrieve, iniciaram o desenvolvimento de uma série de foguetes de barragem, que variavam desde 8 até 136 quilogramas (18 a 300 libras). Os foguetes criados por Congrieve foram utilizados contra Napoleão.
É surpreendente que Napoleão aparentemente não tenha utilizado os foguetes da Armada Francesa, mas devemo-nos recordar que Napoleão era um oficial da artilharia e pode ter sido simplesmente um obstinado tradicionalista e daí não favorecer os novos modelos de foguetes acima dos canhões mais familiares.
O propósito do uso pelos ingleses dos foguetes de Congrieve pode ser confirmado pelo ataque a Copenhaga em 1807. Os dinamarqueses foram sujeitos a uma barragem de 25,000 foguetes que queimaram muitas casas e armazéns.
Uma brigada oficial de foguetes foi criada na Armada Inglesa em 1818.
Os foguetes chegaram ao Novo Mundo durante a guerra de 1812.
Durante a Batalha de Bladensburg, em 24 de Agosto de 1814, a 85a Infantaria Ligeira Inglesa utilizou os foguetes contra um batalhão americano, de espigardas, comandado pelo Procurador Geral dos E.U., William Pickney. O Tenente Inglês George R. Gleig testemunhou a resposta americana ao novo ataque. Ele escreveu "Nunca os homens com armas nas mãos tinham feito tanto uso das pernas".
Em 4 de Dezembro de 1846, uma brigada de foguetes foi autorizada a acompanhar a expedição do Maj. Gen. Winfield Scott's contra o México. O primeiro batalhão da armada -- consistindo em cerca de 150 homens e armado com 50 foguetes -- foi posto sob o comando do Primeiro Tenente George H. Talcott.
A bateria de foguetes foi usada em 24 de Março de 1847 contra as forças mexicanas no cerco de Veracruz.
Em 8 de Abril os operadores de foguetes mudaram de posição, tendo sido colocados nas suas novas posições pelo Capitão Robert E. Lee (que mais tarde foi comandar a Armada Confederada da Virgínia do Norte na Guerra Entre os Estados). Cerca de 30 foguetes foram lançados durante a batalha de Telegraph Hill. Mais tarde, os foguetes foram usados na captura do forte de Chapultepec, que forçou a rendição da Cidade do México.
Numa previsão típica, assim que terminou a guerra com o México, terminou também o batalhão de foguetes e os foguetes que restaram foram guardados em armazém.
Permaneceram guardados durante cerca de 13 anos -- até 1861 em que foram levados para serem utilizados na Guerra Civil. Os foguetes foram encontrados num estado deteriorado, por isso foram feitos novos.
Foi feito o primeiro uso registado dos foguetes na Guerra Civil em 3 de Julho de 1862, quando a Cavalaria Confederada do Maj. Gen. J.E.B. Stuart lançou foguetes contra as tropas da União do Maj. Gen. George B. McClellan em Harrison's Landing, Virgínia. Não existem registos da opinião dos nortenhos desta demonstração prematura de fogo de artifício do "Quatro de Julho".
Mais tarde, ainda em 1862, foi feita uma tentativa pelo Batalhão de Nova Iorque da Armada da União -- 160 homens sob o comando do Major inglês Thomas W. Lion -- para usar os foguetes contra os Confederados na defesa de Richmond e Yorktown, Virgínia. Não foi um grande sucesso. Quando disparados, os foguetes dirigiam-se aleatoriamente pelo chão, passando entre as pernas dos animais. Um detonou por baixo de uma das montadas, fazendo levantar o animal a alguns metros e precipitando a imediata deserção da Armada Confederada.
O único uso documentado restante de foguetes foi em Charleston, S.C., em 1864. As tropas da União, sob o comando do Maj. Gen. Alexander Schimmelfennig, acharam os foguetes "especialmente práticos para a condução das vedetas da Confederação, especialmente à noite."
É interessante salientar que o autor Burke Davis, no seu livro "A Nossa Incrível Guerra Civil", conta uma história de um Confederado que tentou disparar um míssil balístico em Washington, D.C., de um ponto fora de Richmond, Va.
De acordo com o autor, o Presidente Confederado Jefferson Davis testemunhou o evento em que um foguete de combustível sólido de 3.7 metros (12 pés), transportando uma ogiva de pólvora de 4.5 quilos (10 libras) com um invólucro onde estavam inscritas as letras C.S.A., foi disparado e visto a voar rapidamente para dentro e para fora do campo de visão. Ninguém viu o foguete aterrar. É interessante especular porque é que, quase 100 anos antes do Sputnik, um satélite marcado com as iniciais da Confederação dos Estados Unidos da América (C.S.A. = Confederate States of America) terá sido lançado em órbita.
O exército parece ter ficado pouco impressionado com o potencial dos foguetes. Foram empregues no início de muitas das escaramuças que marcaram os últimos dias tipicamente calmos do final da Era Victoriana. Se o exército era indiferente aos foguetes, outros ramos acolhê-los-iam de braços abertos.
A indústria da pesca da baleia desenvolveu harpões propulsionados a foguetes, com pontas explosivas, que eram mais efectivos contra os monstros marinhos.
Durante a Primeira Guerra Mundial, os foguetes eram primeiro lançados de aviões na tentativa de destruir balões de observação inimigos cheios de hidrogénio. O sucesso era raro e os pilotos resistiam aos pedidos para lançarem foguetes das asas dos seus biplanos, altamente inflamáveis por serem cobertas de pano e verniz. Os franceses eram os principais utilizadores de foguetes aéreos, utilizando um modelo desenvolvido pelo Tenente Naval Y.P.G. LePrieur.
A principal dificuldade dos foguetes durante este período de desenvolvimento era o tipo de combustível. Tanto aqui como no estrangeiro, faziam-se experiências para desenvolver foguetes mais potentes com combustível líquido. Dois jovens evidenciavam-se neste esforço -- um era americano, Robert H. Goddard -- o outro alemão, Wernher von Braun.
O comentador de rádio Paul Harvey conta uma história em que o interesse do jovem von Braun nos foguetes quase o etiquetou de delinquente juvenil. Com a idade de 13 anos, von Braun mostrou um interesse em explosivos e fogos de artifício. O pai não conseguia entender o seu grande interesse num passatempo tão perigoso. Ele tinha medo que o seu filho se tornasse num assaltante. Um dia o jovem adolescente conseguiu obter seis foguetes, prendeu-os a um vagão vermelho de brinquedo e acendeu-os. Com grandes chamas e uma longa cauda de fumo, o vagão rugiu ao longo de cinco quarteirões em direcção ao centro da cidade da família von Braun, onde os foguetes finalmente explodiram.
Quando o fumo se dissipou, o vagão de brinquedo emergiu como um destroço. O jovem von Braun emergiu bem seguro por um polícia. Apesar de severamente reprimido pelo pai, o interesse do jovem não seria negado. Com a idade de 22, recebeu o seu doutoramento em física. Dois anos mais tarde dirigia o programa de desenvolvimento dos foguetes militares da Alemanha.
Von Braun e os seus colegas produziram alguns aparelhos experimentais, dos quais o mais famoso era um foguete A-4, que ganhou uma distinção na história sob outro nome -- a arma da vingança número 2 -- abreviado para V-2 (Vengeance 2). A V-2 foi o primeiro míssil balístico de longa distância bem sucedido, e von Braun foi creditado como o seu principal autor.
Quando a Segunda Guerra Mundial se aproximou do fim, von Braun dirigiu o seu contingente de diversas centenas de cientistas e engenheiros de foguetes -- todos marcados para a morte pelos Nazis para prevenir a sua captura pelos Aliados -- nas linhas americanas.
Em 1946, von Braun e a sua equipa chegaram a White Sands, N.M., onde, pela primeira vez, von Braun ouviu falar do trabalho feito pelo pioneiro americano dos foguetes Robert Goddard.
O interesse de Goddard nos foguetes começou em 1898 quando, com 16 anos, leu as últimas publicações daquele antigo escritor de ficção científica e novelista inglês H.G. Wells. O livro que tanto excitou Goddard foi mais tarde, em 1938, transformado num programa de rádio que quase provocou o pânico em toda a nossa nação (E.U.A.) quando foi emitido. A versão demasiado realista de Orson Wells da "Guerra dos Mundos" ainda causa o estremecimento de muitos.
No início do séc. XX, Wilbur e Orville Wright prepararam-se para serem os primeiros homens a voar. Goddard, no entanto, já estava a criar foguetes para sondar a atmosfera superior e penetrar no espaço. A meio mundo de distância -- no desconhecimento de Goddard -- um professor escolar russo, Konstantin Tsiolkovsky, pensava mais ou menos no mesmo. Ambos chegaram independentemente à conclusão de que, para um foguete se portar como eles sonharam, teria que ser propulsionado por combustíveis líquidos. Os combustíveis sólidos daquele tempo simplesmente não tinham potência suficiente. Tsiolkovsky não tinha o sentido prático de Goddard. Apesar de Tsiolkovsky trabalhar em muitos princípios da astronáutica e desenhar foguetes capazes, nunca os construiu. Por contraste, Goddard era um homem técnico. Podia e construiu foguetes. Quando morreu, em 1945, Goddard tinha 214 patentes neste tema -- patentes que ainda dão rendimentos para o seu estado.
Goddard iniciou as suas experiências quando estudava para o seu doutoramento na Universidade Clark em Worcester, Massachussets.
Ele atraíu em primeiro lugar as atenções em 1919 quando publicou um jornal com o título "Um Método Para Atingir Altitudes Extremas". Neste jornal delineou as suas ideias na técnica de criação de foguetes e sugeriu, não muito seriamente, que um foguete de demonstração seria enviado para a Lua.
O público ignorou o mérito científico deste jornal -- pegando-se em vez disso à proposta de Goddard do foguete para a Lua. Nesta altura, este esforço era absurdo e muitos despediram Goddard como um "excêntrico".
A experiência deu a Goddard uma grande lição -- que provocou o seu afastamento tímido de oportunidades futuras para publicar o seu trabalho. A publicidade estava longe das ideias de Goddard na manhã do dia 16 de Março de 1926. Nesse dia, cerca de um ano depois do fiasco do vagão do foguete de Wernher von Braun, Goddard lançou um foguete com combustível líquido que ele próprio criou e construiu num campo coberto de neve da quinta da sua tia Effie Goddard em Auburn, Massachussets. O foguete voou apenas 46 metros (152 pés) -- aproximadamente a mesma distância do primeiro vôo tripulado dos irmãos Wright -- mas voou! Foi o primeiro vôo na história de um foguete com combustível líquido.
Quando Goddard foi contactado pela Sociedade Interplanetária Americana em 1930 para publicar o seu trabalho, Goddard recusou. A sociedade, ao descobrir que ninguém nos Estados Unidos, além de Goddard, trabalhava com foguetes, virou a sua atenção para a pesquisa no mesmo tema que estava a ser desenvolvida na Europa.
Na Primavera de 1931, dois membros fundadores da sociedade Americana, o casal Edward e Lee Pendray, foram de férias para a Alemanha onde contactaram com a Sociedade de Foguetes Alemã, que tinha sido formada em 1927. Deram aos visitantes americanos uma previsão do futuro quando um membro da Sociedade Alemã de Foguetes -- Prof. Willy Ley -- levou o casal à base de testes de foguetes alemã nos subúrbios de Berlim.
De regresso a casa, os Pendrays fizeram um relatório entusiástico da sua visita, instigando a sociedade americana a construir o seu primeiro foguete. A primeira tentativa de um vôo de teste em Novembro de 1932 terminou com a criação americana firmemente no chão. Infelizmente os Pendray nunca conheceram um outro futuro especialista em foguetes que era também membro da sociedade alemã. O romeno Hermann Oberth escreveu, em 1923, um livro altamente profético: "Os Foguetes no Espaço Interplanetário". O livro encantou muitos que tinham sonhos de voar pelo espaço, incluindo o precoce jovem alemão, Wernher von Braun, que leu o livro em 1925. Cinco anos mais tarde, von Braun juntou-se a Oberth e auxiliou-o nas experiências com foguetes.
Por volta de 1932, a Armada Alemã começou a mostrar interesse nos esforços da Sociedade Alemã de Foguetes, e em Julho do mesmo ano, em foguete "Mirak" foi lançado como demonstração para o chefe do grupo recém-formado de pesquisas sobre foguetes da Armada Alemã, Capitão (mais tarde Major General) Walter Dornberger.
O Mirak não conseguiu impressionar Dornberger.
Mas Von Braun conseguiu-o.
Três meses depois do vôo de demonstração, von Braun foi contratado para trabalhar com foguetes com combustível líquido para a Armada. Uma grande parte da Sociedade Alemã de Foguetes seguiu von Braun para o serviço nacional, e a sociedade desfez-se.
Por volta de Dezembro de 1934, von Braun conseguiu o seu primeiro sucesso com um foguete A2 cujo combustível era etanol e oxigénio líquido. Dois anos mais tarde, quando os planos para o foguete A3, que sucedeu o A2, estavam a ser finalizados, iniciaram os primeiros planos para o A4, -- um foguete que seria, segundo as palavras de Dornberger, uma arma prática e não uma ferramenta de pesquisa. Conforme referido anteriormente, muitos conhecem o A4 por outro nome -- o V-2.
Os pesquisadores depressa excederam as suas capacidades em Kummersdorf, nos arredores de Berlim, e em 1936 as operações foram transferidas para uma ilha remota na costa báltica alemã -- Peenemuende.
Entre 1937 e 1941, o grupo de von Braun lançou cerca de 70 foguetes A3 e A5, cada um com componentes de teste para uso nos propostos foguetes A4.
O primeiro foguete A4 foi lançado em Março de 1942. O foguete apenas atingiu algumas nuvens baixas antes de se despenhar no mar a meia milha do ponto de lançamento.
O segundo lançamento foi em Agosto de 1942 e viu o A4 subir a uma altitude de 11 quilómetros (7 milhas) antes de explodir.
O terceiro foi um sucesso! Em 3 de Outubro de 1942, outro foguete A4 saiu de Peenemuende, seguiu a sua trajectória pré-definida na perfeição, e aterrou no alvo a 193 quilómetros (120 milhas) de distância. Pode-se dizer que este lançamento marcou o início da era espacial. O A4, o primeiro foguete balístico com sucesso, é o antecedente de praticamente todos os foguetes lançados actualmente no mundo.
O produção do A4 começou em 1943 e os primeiros A4, agora chamados de V2, foram lançados contra Londres em Setembro de 1944.
A ofensiva V-2 chegou tarde demais para afectar o curso da guerra. Por volta de Abril de 1945, a Armada Alemã estava em completa retirada por toda a parte, e Hitler tinha-se suicidado no seu "bunker" em Berlim.
Numa estalagem perto de Oberjoch, Haus Ingeburg, von Braun e mais de 100 dos seus especialistas em foguetes esperavam um fim. Tinha sido dada a ordem por Hitler para executar toda a equipa para evitar a sua captura. O irmão de Wernher von Braun, Magnus, no entanto, conseguiu contactar as forças americanas que estavam perto antes dos seguidores SS de Hitler conseguirem chegar à equipa dos foguetes. Em 2 de Maio, o mesmo dia em que Berlim caiu sob a Armada Soviética, von Braun e a sua equipa entraram nas linhas americanas e na liberdade.
Quando a guerra terminou, von Braun e a sua equipa foram fortemente interrogados e protegidos dos agentes russos, numa forma ciumenta. Os foguetes V2 e os respectivos componentes foram montados. Os técnicos alemães foram cercados. Em Junho, o General Eisenhower sancionou a última série de lançamentos V2 na Europa. Observando cada um dos três V2 que levantaram da base em Cuxhaven, estava um coronel da Armada Russa, Sergei Korolev. Dez anos mais tarde, Korolev seria aclamado como o desenhador-chefe das naves espaciais na União Soviética, e o responsável pela criação das naves espaciais Vostok, Voshkod e Soyuz que, desde 1961, transportaram os cosmonautas soviéticos para órbita.
Poucos membros da equipa de von Braun participaram nos lançamentos de Cuxhaven. Muitos tinham já começado a instalar estabelecimentos em Fort Bliss, perto de El Paso, Texas. Empilhados no deserto perto de Las Cruces, Novo México, estavam componentes suficientes para construir 100 V2. Von Braun e a sua equipa depressa se mudaram para perto de White Sands Proving Ground, onde começaram a montar e lançar os V2. Por volta de Fevereiro de 1946, já se tinha reunido toda a equipa de von Braun de Peenemuende em White Sands e, em 16 de Abril, o primeiro V2 foi lançado nos Estados Unidos. O programa espacial dos E.U. estava a começar!
Até 1952, foram lançados 64 V2 em White Sands. Instrumentos, e não explosivos, ocupavam os cones dos mísseis. Uma variante do V2 viu o míssil tornar-se no primeiro dos dois andares de um foguetão denominado Bumper. A metade superior era um foguetão WAC Corporal. A necessidade de mais espaço para disparar rapidamente os foguetões depressa se tornou evidente e, em 1949, o Joint Long Range Proving Ground foi estabelecido no remoto e deserto Cabo Canaveral, Florida. Em 24 de Julho de 1950, um foguetão Bumper de dois andares tornou-se no primeiro de centenas a serem lançados do "Cabo".
A transferência das operações de lançamento para o Cabo coincidiram com a transferência do programa dos mísseis da Armada de White Sands para um posto próximo da cidade do norte do Alabama, chamada Huntsville. Von Braun e a sua equipa chegaram em Abril de 1950. Tornou-se na sua casa para os 20 anos seguintes, um período durante o qual a população da cidade aumentou 10 vezes.
A equipa de von Braun trabalhou no desenvolvimento do que era essencialmente um foguetão super-V2, denominado segundo o arsenal da Armada dos E.U. onde estava a ser criado -- o Redstone (Pedra Vermelha).
Em 1956, A Agência de Mísseis Balísticos da Armada (Army Ballistic Missile Agency) foi estabelecida no Arsenal de Redstone, sob o comando de von Braun para desenvolver o míssil balístico Júpiter de alcance intermédio. Uma versão do foguetão de Redstone, denominado de Júpiter C, foi utilizado em 31 de Janeiro de 1958 para lançar o primeiro satélite americano, Explorer I (Explorador 1). Três anos mais tarde, o Mercury de Redstone lançava Alan Shepard e Virgil I. "Gus" Grissom num vôo espacial suborbital, abrindo o caminho para o primeiro vôo orbital de John Glenn.
Em 1958, foi criada a NASA e, dois anos mais tarde, von Braun, a sua equipa e toda a Agência de Mísseis Balísticos da Armada (ABMA) foram transferidos para a NASA para formarem o núcleo do programa espacial da agência.
O Comando dos Mísseis da Armada (Army Missile Command), a que pertence o Arsenal Redstone, continuou a sua missão vital de defesa nacional após a transferência da ABMA para a NASA, marcando um grande número de programas bem sucedidos para aumentar o poder terrestre dos americanos. Os sucessos de MICOM incluem os Pershing II, os sistemas de armas NIKE, os sistemas HAWK, HAWK Melhorado, Corporal, Sergeant, Lance e Chaparral, para referir apenas alguns.
Seguindo um caminho diferente -- o do desenvolvimento dos foguetões para exploração espacial -- o último quarto de século do Centro de Vôo Espacial Marshall (Marshall Space Flight Center) tornou-se uma época de superlativos.
Em 1961, quando Alan Shepard ainda se estava a secar de ter caido no Oceano Atlântico após ter conduzido um foguete Redstone do Marshall num vôo suborbital que o tornou no primeiro americano no espaço, o Presidente Kennedy encarregou esta nação para ser a primeira na Lua. O Centro Marshall da NASA foi encarregada de desenvolver a família de foguetões gigantes que lá nos iria levar.
Os foguetões Saturno criados no Marshall para suportar o programa Apollo e para honrar a promessa do President Kennedy foram, na altura, os veículos de lançamento para o espaço mais potentes que algumas foram inventados.
Engenheiros, cientistas, empreiteiros e outro pessoal de suporte trabalharam bem. Em 20 de Julho de 1969, uma transmissão do Mar da Tranquilidade, na Lua, informou: "A Águia (Eagle) poisou."
Os foguetões Saturno do Marshall levaram-nos primeiro à volta da Lua, depois para a sua superfície de crateras. Os veículos de excursão lunar desenvolvidos pelo Marshall -- os toscos Rovers Lunares (Moon Buggies) -- levaram os astronautas em excursões de longa distância na procura de amostras do solo e rochas lunares.
Mais próximo de casa, a equipa do Marshall desenvolveu a primeira estação espacial americana -- o Skylab. Criada para substituir o andar superior do foguetão lunar Saturn V, o módulo Skylab foi posto em órbita, com sucesso, no início do dia 14 de Maio de 1973.
Pôr o Skylab em órbita marcou uma grande transição na história da indústria dos foguetões. Antes do Skylab, o foguetão era uma estrela -- a atracção. O foco estava apontado para a subida e para a descida -- lançamento e recuperação. O Skylab roubou o espectáculo. Pela primeira vez, o espaço tornou-se num local para viver e trabalhar. Voar a bordo de um foguetão era aproximadamente o equivalente terrestre de conduzir um carro para o trabalho. Tal como ter que conduzir o carro era um incidente necessário para o trabalho -- voar a bordo de um foguetão tornou-se secundário para o trabalho realizado quando o Skylab era atingido. O foguetão, falando num modo simples, tornou-se num meio para atingir um fim -- sendo o fim neste caso a oportunidade de aprender a viver e a trabalhar no espaço.
Uma quantidade de avarias atacaram os primeiros dias do Skylab -- problemas que testaram os recursos de toda a equipa da NASA. Os problemas foram solucionados, no entanto, e o Skylab continuou até se tornar um dos empreendimentos mais orgulhosos do Marshall.
O Saturno I-B, desenvolvido pelo Marshall, também levou a metade americana do primeiro empenho espacial E.U.-Soviético, o projecto Apollo-Soyuz.
Depois de Apollo, a equipa no Marshall começou a trabalhar na criação de um sistema nacional de transporte espacial, que veio a ser conhecido simplesmente por "O Vai-vem Espacial" (The Space Shuttle).
É tudo menos simples!
Os principais motores do vai-vem espacial estão entre os dispositivos mais potentes e mais sofisticados alguma vez inventados. Representam um salto quantitativo no avanço da tecnologia sobre os motores que propulsionaram o Saturno V. Cada um dos três motores principais na cauda do vai-vem tem capacidade para quase meio milhão de libras de potência de aceleração, uma potência igual à produzida por todos os oito motores do primeiro andar do Saturno I. Ao contrário de muitos dos motores prévios de foguetões, que foram desenhados para serem utilizados apenas uma vez -- e apenas por alguns minutos -- os motores principais do vai-vem espacial são desenhados para serem usados várias vezes seguidas, até 7.5 horas. A razão peso-potência destes motores é a melhor do mundo -- cada motor pesa menos de 7,000 libras mas produz a potência equivalente a sete grandes barragens!
Vinte e quatro vôos bem sucedidos do vai-vem fizeram acalmar a América para uma forma de condescendência. Os lançamentos do vai-vem tornaram-se em rotina -- um simples acontecimento rotineiro que não merece mais do que uma notícia com 10 cm de altura na página 2 de uma publicação.
Então chegou o desastre do Challenger....
O tempo desde a perda do Challenger foi o mais trabalhoso em toda a história do Centro de Vôo Espacial de Marshall. Organizaram-se equipas de especialistas para descobrir e corrigir os problemas que levaram ao acidente. A investigação depressa levou a uma junta defeituosa nos motores do vai-vem espacial. Os especialistas na propulsão dos foguetões criaram diversas modificações no desenho do motor para remediar a falha.
Foi executado um programa de testes vigoroso para mostrar que os problemas tinham sido resolvidos.
O hiato, forçado pelo desastre, nas operações do vai-vem deram ao Marshall -- e a outras instalações da NASA -- uma oportunidade para reverem outros assuntos relativos ao vai-vem. Grandes passos foram dados para melhorar a confiança e segurança nas lâminas das turbinas e nas bombas turbo dos motores principais do vai- vem. Foi criado um sistema de escape para a tripulação do vai-vem. Foram introduzidos melhoramentos no sistema de poiso e nos travões.
Quando a América voltou aos vôos tripulados em 1988, fê-lo num veículo espacial que era muito mais seguro e mais capaz.
A NASA está também a examinar a possibilidade de utilizar veículos de lançamento caros em missões que não necessitam das capacidades únicas do vai-vem, e está a procurar desenvolver uma nova geração de pesados veículos de lançamento.
Este será o próximo capítulo da história dos foguetões -- uma história cujo primeiro capítulo foi escrito há mais de 2,400 anos.
Ninguém pode dizer onde o nosso caminho nos levará ou quando -- esperemos que nunca -- será escrito o último capítulo desta história.